O TDAH é um transtorno neurodesenvolvimental, com base genética e alterações cerebrais (menor dopamina/ativação no córtex pré-frontal), manifestando-se na infância com desatenção, hiperatividade e impulsividade.
. A psicologia atua no diagnóstico clínico e na terapia comportamental para melhorar funções executivas, organização e regulação emocional, essencial para o tratamento.
TDAH em adultos
Psicologia TDAH em adultos
A psicologia para TDAH em adultos foca em estratégias para lidar com desatenção, impulsividade e hiperatividade (inquietação), que se manifestam como desorganização, procrastinação, dificuldade de foco, mudanças de humor e problemas em relacionamentos/trabalho, usando terapias como a Cognitivo-Comportamental (TCC) para ensinar organização, regulação emocional, mindfulness e resolução de problemas, visando uma vida mais funcional e com melhor qualidade, frequentemente combinando com tratamento medicamentoso e apoio de grupos.
Principais Testes e Ferramentas:
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Avaliação Neuropsicológica: Testes cognitivos funcionais que complementam o laudo médico.
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ASRS-18 (Adult Self-Report Scale): O mais utilizado, avalia 18 sintomas baseados no DSM-5, focado em desatenção e hiperatividade/impulsividade.
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Escala ETDH: Avalia cinco fatores (desatenção, impulsividade, emocional, autorregulação e motivação) para maiores de 12 anos.
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Avaliação Neuropsicológica: Testes cognitivos funcionais que complementam o laudo médico.
Sintomas de Desatenção (9)
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Não presta atenção em detalhes ou comete erros por descuido.
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Dificuldade em manter o foco em tarefas ou brincadeiras.
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Parece não escutar quando lhe dirigem a palavra.
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Não segue instruções até o fim e não termina trabalhos/tarefas.
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Dificuldade em organizar tarefas e atividades.
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Evita tarefas que exigem esforço mental prolongado.
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Perde itens necessários (chaves, celular, documentos).
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É facilmente distraído por estímulos externos ou pensamentos.
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Esquecimento em atividades diárias (pagar contas, retornar ligações).
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Esquecimento em atividades diárias (pagar contas, retornar ligações).
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Sintomas de Hiperatividade e Impulsividade
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Levanta-se da carteira ou de situações inapropriadas.
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Remexe ou batuca mãos/pés, contorce-se na cadeira.
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Corre ou escala em momentos/lugares inadequados.
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Incapaz de brincar ou se envolver calmamente em lazer.
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Age como se tivesse "motor ligado", não para.
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Fala excessivamente.
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Responde antes que a pergunta seja concluída.
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Dificuldade em esperar a sua vez (em filas, conversas).
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Interrompe ou se intromete em conversas/jogos alheios.
Atividades para TDAH na psicologia focam em treinar funções executivas, autorregulação e atenção através de intervenções lúdicas e estruturadas. Para crianças, recomendam-se quebra-cabeças, atividades sensoriais (massinha), circuitos motores, jogos de memória e controle inibitório (morto-vivo). Para adolescentes e adultos, a terapia cognitiva-comportamental utiliza técnicas como o método Pomodoro, listas de tarefas, agendas e organização do ambiente.
Principais Atividades e Estratégias por Público:
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Adolescentes e Adultos (Terapia Cognitivo-Comportamental - TCC):
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Estruturação do Tempo: Uso de agenda, listas de tarefas diárias e alarmes/lembretes para evitar o esquecimento.
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Técnicas de Foco: Técnica Pomodoro (trabalhar 25 min, descansar 5 min) para aumentar a concentração.
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Crianças (Ludoterapia e Reabilitação Cognitiva):
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Autorregulação e Atenção Sustentada: Jogos de movimento controlado como "morto-vivo", "estátua" ou circuitos com obstáculos para desenvolver a paciência e seguir instruções.
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Jogos de Mesa: "Procur Ratos" (buscar cartas iguais) e jogos de adivinhação para estimular a memória e a lógica.
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Musica e Dança: Dança livre ou dança das cadeiras para alternar entre agitação e calma.
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Atividades Sensoriais e Foco: Colorir com canetinhas aromáticas, modelar com massinha, montar quebra-cabeças e jogos de encaixe
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Adolescentes e Adultos (Terapia Cognitivo-Comportamental - TCC):
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Estruturação do Tempo: Uso de agenda, listas de tarefas diárias e alarmes/lembretes para evitar o esquecimento.
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Técnicas de Foco: Técnica Pomodoro (trabalhar 25 min, descansar 5 min) para aumentar a concentração.
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Organização do Ambiente: Manter espaços organizados e livres de distrações para melhorar o desempenho.
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Validação e Metas: Definir metas realistas e fracionar tarefas grandes em etapas menores para evitar sobrecarga.
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Como o psicólogo trata o TDAH?
Então, na psicoterapia, o psicólogo auxilia o paciente a mudar os padrões de comportamento prejudiciais. Além disso, oferece caminhos para que ele possa desenvolver mecanismos para lidar com os sintomas do TDAH e melhorar o controle emocional e o gerenciamento de tempo, por exemplo.
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Qual o efeito da risperidona no TDAH?
Um estudo com pacientes com sintomas de TDAH revelou que a Risperidona se mostrou eficaz na redução dos sintomas de desatenção e/ou hiperatividade, tendo o grupo tratado com risperidona apresentado melhor resposta, tanto na escala de desatenção quanto na de hiperatividade.
Como tratar o TDAH na fase adulta?
Principais Atuações da Psicologia no TDAH
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Psicoeducação: Ajuda o paciente e familiares a compreenderem o funcionamento cerebral do TDAH, reduzindo culpas e melhorando a autoestima.
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Treinamento Parental: Orienta pais de crianças com TDAH a estabelecer rotinas consistentes e limites claros.
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Regulação Emocional: Trata a ansiedade e frustração comumente associadas à dificuldade de controle de impulsos.
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Psicoterapia (TCC): A Terapia Cognitivo-Comportamental é a mais indicada para desenvolver estratégias de organização, manejo do tempo e controle da impulsividade.
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Avaliação Psicológica/Neuropsicológica: Utiliza testes e entrevistas para identificar o perfil cognitivo, focando em atenção, memória e funções executivas
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Abordagem Multimodal: O tratamento mais eficaz envolve uma combinação de medicação (estimulantes ou não estimulantes), psicoterapia (especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental - TCC) e mudanças no estilo de vida.
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Estilo de Vida: Exercícios físicos regulares, dieta equilibrada e técnicas de gerenciamento de tempo (lembretes, listas) são essenciais.
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Medicamentos: Melhoram a atenção e reduzem a impulsividade/hiperatividade enquanto usados, funcionando de forma semelhante a óculos para miopia – tratam os sintomas, mas não eliminam a condição subjacente.








